My first three months in Italy | João Mendes (POR/ENG/ITA)

Quase a celebrar 3 meses da minha experiência aqui em Itália… é a primeira vez que estou tão longe e durante tanto tempo, do meu país, da minha cidade, da minha casa e da minha família.

Cheguei a Savona a 13 de Maio, o primeiro voluntário deste novo projeto. Não quis criar muitas expectativas antes de vir para cá, pois considero que não é uma boa atitude para se ter na vida. Ajuda a evitar desilusões maiores. No entanto, não era possível esconder de mim próprio a vontade que sempre tive de visitar este país, ou até viver aqui. Itália sempre me despertou a curiosidade desde  infância, pela sua história e papel preponderante no desenvolvimento da Europa e do Mundo, pela sua gastronomia, natureza, arquitetura e cultura. Quanto às pessoas, só estando cá para descobrir como são.

As primeiras semanas foram a novidade e adaptação. Celebrei o meu aniversário com “estranhos” pela primeira vez, conheci os meus companheiros voluntários que foram chegando nos dias seguintes à minha chegada, conhecemos aquela que será a nossa nova casa durante 12 meses, aprendemos onde comer e o que comer, o que dizer para nos podermos safar nos primeiros tempos, o Italiano mais rudimentar e prático possível de ser usado.

No mês de Junho iniciamos os nossos serviços e as lições de Italiano. A barreira da língua é bastante presente nesta fase. Primeiro, porque nenhum de nós fala italiano o suficiente para estabelecer um diálogo coerente, segundo porque são poucos (muito poucos penso) os italianos que falam inglês. Felizmente, os colegas nos serviços têm a paciência e interesse em nos ajudar a aprender a sua língua, o que para mim facilitou bastante o processo até agora.

Entre o final do mês de Junho e início do mês de Julho, os meus colegas voluntários e eu partimos para Roma, para participarmos no On Arrival Training, promovido Agência Nacional de Jovens Italiana. Até agora, para mim, esta foi a melhor experiência desde que cá estou. Foram 6 dias de formação e informação sobre tudo o que envolve o voluntariado que estamos a fazer, como tirar melhor partido da experiência e o que fazer depois dos nossos serviços terminarem. Foram 6 dias de diversão e partilha com os fantásticos formadores e colegas voluntários de várias nacionalidades, espalhados por Itália e que durante 1 semana se encontraram num único local. Tive a felicidade de conhecer pessoas fantásticas, de criar novas ligações e amizades, de viver momentos que sem dúvida nunca esquecerei. Felizmente, ainda estamos todos em contacto e já temos planos para nos voltarmos a encontrar brevemente. No último dia, pairava no ar o sentimento agridoce de despedida e a ressaca de bons momentos e sentimentos durou durante alguns dias. Claro, não posso deixar de referir que também podemos visitar Roma, uma cidade que está na minha mente há mais de 20 anos. Serão poucas as palavras para descrever Roma, por isso, direi só que voltarei sem dúvida alguma.

Atualmente, continuo com os serviços e lições de Italiano. Estou a trabalhar com crianças e jovens em campos de férias e também com bebés (entre 1 e 3 anos de idade) numa creche. Procuro também conhecer a região sempre que tenho oportunidade. A Liguria faz parte da Riviera Italiana. É uma região demarcada por cidades pequenas com casas e edifícios coloridos, em comunhão com a natureza, mar no Sul e montanha e floresta a norte. As praias são muito bonitas, a água é cristalina com temperatura bastante agradável.

Coisas menos agradáveis, devo dizer que reciclagem e tratamento do lixo não é o forte de Itália. Acesso à língua inglesa é limitado, principalmente devido ao facto de tudo ser traduzido e dobrado. Para minha surpresa, a condução dos italianos é bastante intensa digamos! Como país unificado, Itália é bastante recente. Nota-se uma distinção entre Norte e Sul, entre as diferentes regiões, cada uma com o seu próprio dialeto. É notória a tensão que se sente relativamente aos imigrantes e pessoas de outras raças e minorias. Sente-se uma instabilidade e tensão com a crise humanitária da migração forçada que atinge Itália. A degeneração política é o sentimento anti Europa são cada vez mais presentes, fortemente promovidos pelo discurso de ódio, racismo e xenofobia que Matteo Salvini, um dos principais membros do governo faz prevalecer diariamente nas suas políticas e manifestações em redes sociais.

João Mendes


Almost celebrating 3 months of my experience here in Italy… this is the first time I have been so far and for so long from my country, my city, my home and my family.

I arrived in Savona on May 13, the first volunteer of this new project. I did not want to raise many expectations before coming here, as I think it is not a good attitude to have in life. Helps prevent further disappointment. However, it was not possible to hide from myself the desire I always had to visit this country, or even live here. Italy has always piqued my curiosity since childhood, for its history and leading role in the development of Europe and the World, for its gastronomy, nature, architecture and culture. As for people, you have to be here to find out how they are.

The first weeks were the novelty and adaptation. I celebrated my birthday with “strangers” for the first time, met my fellow volunteers who were arriving in the days following my arrival, met what will be our new home for 12 months, learned where to eat and what to eat, what to say so that we can get away with in the early days, the most rudimentary and practical Italian to use.

In June we started our services and Italian lessons. The language barrier is quite present at this stage. First, because none of us speak enough Italian to establish a coherent dialogue, second, because there are few (very few I think) Italians who speak English. Fortunately, colleagues in the services have the patience and interest to help us learn their language, which has made the process so far easier for me.

Between the end of June and the beginning of July, my fellow volunteers and I left for Rome to attend the On Arrival Training, promoted by the Italian National Youth Agency. So far, for me, this has been the best experience since I’ve been here. It was 6 days of training and information on all the volunteering we are doing, how to make the most of the experience and what to do after our services are over. It was 6 days of fun and sharing with the fantastic trainers and fellow volunteers of various nationalities, scattered throughout Italy and who for a week met in one place. I was fortunate to meet fantastic people, to create new connections and friendships, to live moments that I will never forget. Fortunately, we are still all in touch and we already have plans to meet again soon. On the last day the bittersweet goodbye feeling hung in the air, and the hangover of good times and feelings lasted for a few days. Of course, I must mention that we could also visit Rome, a city that has been on my mind for over 20 years. There are not enough words to describe Rome, so I will just say that I will definitely return.

Currently, I continue with the services and lessons of Italian. I am working with children and young people in summer camps and also with babies (between 1 and 3 years old) in a day care center. I also try to know the region whenever I have the opportunity. Liguria is part of the Italian Riviera. It is a region marked by small towns with colorful houses and buildings, in communion with nature, sea in the south and mountain and forest in the north. The beaches are very beautiful, the water is crystal clear with very pleasant temperature.

Less pleasant things, I must say that recycling and waste treatment is not Italy’s forte. Access to the English language is limited, mainly due to the fact that everything is translated and dubbed. To my surprise, the driving of the Italians is quite intense say!! As a unified country, Italy is quite recent. There is a distinction between North and South, between the different regions, each with its own dialect. It is notorious the tension you feel about immigrants and people of other races and minorities. There is instability and tension with the humanitarian crisis of forced migration in Italy.

Political degeneration and anti-Europe sentiment is increasingly present, strongly promoted by the hate speech, racism and xenophobia that Matteo Salvini, one of the leading members of the government, makes daily, prevalent in his policies and demonstrations on social media.

João Mendes


Ho quasi festeggiato 3 mesi della mia esperienza qui in Italia … questa è la prima volta che sono stato così lontano e così a lungo dal mio paese, dalla mia città, dalla mia casa e dalla mia famiglia.

Sono arrivato a Savona il 13 maggio, era il primo volontario di questo nuovo progetto. Non volevo sollevare molte aspettative prima di venire qui, penso che non sia un buon atteggiamento da avere nella vita. Aiuta a prevenire ulteriori delusioni. Tuttavia, non è stato possibile nascondere a me stesso il desiderio che ho sempre dovuto visitare questo paese o persino vivere qui. L’Italia ha sempre suscitato la mia curiosità fin dall’infanzia, per la sua storia e il ruolo di primo piano nello sviluppo dell’Europa e del mondo, per la sua gastronomia, natura, architettura e cultura. Per quanto riguarda le persone, devi essere qui per scoprire come sono.

Le prime settimane sono state la novità e l’adattamento. Ho festeggiato il mio compleanno con “sconosciuti” per la prima volta, ho incontrato i miei colleghi volontari che stavano arrivando nei giorni successivi al mio arrivo, ho incontrato quella che sarà la nostra nuova casa per 12 mesi, ho imparato dove mangiare e cosa mangiare, cosa dire in modo che possiamo uscire con i primi tempi, l’italiano più rudimentale e pratico da usare.

A giugno abbiamo iniziato i nostri servizi e lezioni di italiano. La barriera linguistica è abbastanza presente in questa fase. Primo, perché nessuno di noi parla abbastanza italiano per stabilire un dialogo coerente, secondo, perché ci sono pochi (pochissimi credo) italiani che parlano inglese. Fortunatamente, i colleghi dei servizi hanno la pazienza e l’interesse per aiutarci a imparare la loro lingua, il che ha reso il processo molto più semplice per me.

Tra la fine di giugno e l’inizio di luglio, i miei colleghi volontari e io siamo partiti per Roma per partecipare alla formazione all’arrivo, promossa dall’Agenzia nazionale per i giovani. Finora, per me, questa è stata la migliore esperienza da quando sono qui. Sono stati 6 giorni di formazione e informazioni su tutto il volontariato che stiamo facendo, su come sfruttare al meglio l’esperienza e cosa fare dopo la fine dei nostri servizi. Sono stati 6 giorni di divertimento e condivisione con i fantastici istruttori e colleghi volontari di varie nazionalità, sparsi in tutta Italia e che per una settimana si sono incontrati in un unico posto. Ho avuto la fortuna di incontrare persone fantastiche, creare nuove connessioni e amicizie, vivere momenti che non dimenticherò mai. Fortunatamente, siamo ancora tutti in contatto e abbiamo già in programma di incontrarci di nuovo presto. L’ultimo giorno la sensazione di addio agrodolce è rimasta sospesa nell’aria e la sbornia di bei momenti e sentimenti è durata alcuni giorni. Certo, devo dire che potremmo anche visitare Roma, una città che mi è venuta in mente da oltre 20 anni. Non ci sono abbastanza parole per descrivere Roma, quindi dirò solo che tornerò sicuramente.

Attualmente, continuo con i servizi e le lezioni di italiano. Sto lavorando con bambini e giovani nei campi estivi e anche con bambini (tra 1 e 3 anni) in un centro diurno. Cerco anche di conoscere la regione ogni volta che ne ho l’opportunità. La Liguria fa parte della Riviera italiana. È una regione caratterizzata da piccole città con case ed edifici colorati, in comunione con la natura, il mare a sud e le montagne e la foresta a nord. Le spiagge sono molto belle, l’acqua è cristallina con una temperatura molto piacevole.

Cose meno piacevoli, devo dire che il riciclaggio e il trattamento dei rifiuti non sono il punto di forza dell’Italia. L’accesso alla lingua inglese è limitato, principalmente a causa del fatto che tutto è tradotto e doppiato. Con mia sorpresa, la guida degli italiani è piuttosto intensa, diciamo !! Come paese unificato, l’Italia è piuttosto recente. Esiste una distinzione tra Nord e Sud, tra le diverse regioni, ognuna con il proprio dialetto. È nota la tensione che provi per gli immigrati e le persone di altre razze e minoranze. C’è instabilità e tensione con la crisi umanitaria della migrazione forzata in Italia.

La degenerazione politica e il sentimento anti-Europa sono sempre più presenti, fortemente promossi dall’odio, dal razzismo e dalla xenofobia che Matteo Salvini, uno dei principali membri del governo, rende quotidianamente prevalenti nelle sue politiche e manifestazioni sui social media.

João Mendes

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